
Até o final de novembro de 2025, o Cartório de Sucessões registrou a distribuição de 140 petições iniciais e a realização de 1.664 manifestações processuais. (Foto: DPMS)
Texto: Guilherme Henri
A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul garantiu ainda mais agilidade em processos de inventário com a implementação do projeto Cartório de Sucessões, iniciativa que já apresenta resultados expressivos e deve alcançar todas as comarcas do Estado.
Conforme o coordenador do Núcleo de Família e Sucessões (Nufam), defensor público Marcelo Marinho, o projeto teve início em julho de 2025, na Comarca de Campo Grande, com o objetivo de organizar e dar maior celeridade aos processos de inventário, arrolamento e alvará.
Na sequência, a iniciativa chegou a Dourados, Três Lagoas e Corumbá ao longo do segundo semestre do mesmo ano.
“O projeto marca uma atuação estratégica em demandas de sucessões, com foco na uniformização de procedimentos e na agilidade do trâmite dos processos de inventário”, afirma.
Na pratica
A estrutura do Cartório funciona em dois níveis de atendimento. No primeiro nível, servidores das unidades locais realizam o acolhimento inicial das assistidas e assistidos, prestam orientações básicas, reúnem documentos necessários e emitem procurações e declarações de hipossuficiência.
Em seguida, os casos seguem para o segundo nível, com sede na Capital, onde equipes especializadas realizam atendimentos virtuais, elaboram minutas de petições iniciais e intermediárias e acompanham o andamento processual.
“Entre as atribuições do Cartório de Sucessões estão também o processamento das guias do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) e a requisição de certidões essenciais, como a de inexistência de testamento, etapas fundamentais para a tramitação dos inventários em todo o Estado”, detalhou o coordenador.
Números
Os resultados do projeto piloto indicam impacto relevante. Até o final de novembro de 2025, o Cartório de Sucessões registrou a distribuição de 140 petições iniciais e a realização de 1.664 manifestações processuais.
Além de garantir mais agilidade, a iniciativa contribui para reduzir a sobrecarga nas unidades da Defensoria. Com a centralização de atividades administrativas e burocráticas, defensoras e defensores públicos passam a dedicar mais tempo às demandas jurídicas de maior complexidade.
Com a conclusão da fase piloto, a Administração Superior da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, em conjunto com o Nufam, iniciou estudos para expandir o Cartório de Sucessões para todas as comarcas do Estado.
“A medida deve consolidar a iniciativa como uma política institucional permanente e ampliar o acesso à Justiça para a população sul-mato-grossense em situação de vulnerabilidade”, conclui o defensor.

