Defensoria destaca impacto da Taxa do Lixo sobre contribuintes de menor renda em audiência pública

 

Audiencia dr Danilo

Coordenador do Nufamd pontuou que os principais impactados pelo aumento são os contribuintes de menor renda (Foto: Guilherme Henri)


Texto: Guilherme Henri

A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul participou, na noite de quinta-feira (5), da audiência pública realizada na Câmara Municipal de Campo Grande para debater os efeitos da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares, que impactou os valores do IPTU.

No debate, o defensor público-geral, Pedro Paulo Gasparini, foi representado pelo coordenador do Núcleo de Fazenda Pública, Moradia e Direitos Sociais, defensor público Danilo Hamano.

Em sua fala, o coordenador ressaltou que, independentemente das discussões jurídicas sobre a legalidade dos decretos municipais que alteraram a cobrança, os principais impactados pelo aumento são os contribuintes de menor renda, público atendido pela Defensoria Pública.

“As discussões e eventuais soluções precisam considerar, de forma prioritária, a realidade das famílias em situação de vulnerabilidade econômica. Para esse público, o aumento pode comprometer despesas básicas como alimentação, gás e medicamentos, agravando dificuldades já existentes no pagamento do IPTU”, pontuou.

O defensor Danilo Hamano também reiterou que a Defensoria Pública permanece aberta ao diálogo institucional e ao atendimento das pessoas que se sintam lesadas pela cobrança, reforçando o compromisso da instituição com a defesa dos direitos dos cidadãos em situação de maior fragilidade social.

A audiência pública reuniu representantes do Executivo municipal, da sociedade civil e especialistas, com o objetivo de apresentar dados técnicos, jurídicos e financeiros sobre a Taxa do Lixo. O debate antecede a votação do veto do Executivo ao Projeto de Lei Complementar nº 1.016/26, prevista para a próxima terça-feira (10).

O presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Neto, o Papy, conduziu a audiência e destacou a intenção de buscar soluções antes da judicialização do tema.

“Eu gostaria que, antes de uma judicialização, que para mim é o pior dos cenários, a gente tivesse uma entrega para a população, para termos o objetivo principal do desconto para o contribuinte”, afirmou. Ele também ressaltou que a Câmara prepara sugestões ao Executivo para colaborar com encaminhamentos que possibilitem critérios mais claros e transparentes na cobrança.

Dr Danilo e vereador Papi

Coordenador do Nufamd e presidente da Câmara de Campo Grande, vereador Paty (Foto: Guilherme Henri)

 

Defensoria Pública-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul

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