Presidenta da ATTMS, Cris Stefanny e a defensora de 2ª instância, Zeliana Sabala. (Foto: Vitor Ilis)
Texto: Vitor Ilis
A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul participou, nesta sexta-feira (30), do TransChá 2026, no Teatro do Paço, em Campo Grande. O evento celebrou o Dia Nacional da Visibilidade Trans e promoveu o diálogo entre diferentes gerações de travestis e transexuais sobre respeito, reconhecimento e acesso à cidadania.
A ação foi organizada pela Associação de Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul (ATTMS) com o apoio da instituição. Durante o encontro, a Defensoria Pública atuou na escuta da comunidade para identificar falhas no atendimento público e orientar sobre a garantia de direitos.
A coordenadora criminal de segunda instância, defensora pública Zeliana Luzia Delarissa Sabala, explicou que a instituição utilizará os relatos colhidos no evento para formalizar cobranças junto ao Estado. O objetivo é elaborar um documento técnico para os secretários de Saúde e Educação com o apontamento de gargalos nas políticas voltadas à população trans.
Defensora Zeliana durante realização de orientações para população trans. (Foto: Vitor Ilis)
“A funcionalidade deste trabalho é transformar os relatos em um documento oficial para o Poder Público. Com essas informações, cobramos os secretários sobre políticas que existem no papel, mas que não funcionam na prática. É essencial que a população busque os canais de atendimento para que os direitos sejam efetivos”, destacou a defensora.
O evento também contou com a participação da Subsecretaria de Políticas Públicas LGBTQIA+ de Mato Grosso do Sul. A subsecretária Mikaella Lima Lopes informou sobre a estrutura do Centro Estadual de Cidadania, localizado na Avenida Ceará, 984, em Campo Grande. O local oferece suporte psicológico e possui um projeto para expansão do atendimento aos municípios do interior.
A presidente da ATTMS, Cris Stefanny, ressaltou a importância da parceria institucional para a viabilização do TransChá. Para a Defensoria Pública, a presença em espaços de convivência da comunidade trans assegura que as demandas do grupo cheguem diretamente aos órgãos de controle e proteção de direitos humanos.
Ação foi realizada no teatro do Paço, em Campo Grande. (Foto: Vitor Ilis)

