Defensoria coordena etapa piloto do Censo da População em Situação de Rua

 

Testagem sendo pop rua

No final de dezembro, foi aplicado um questionário teste, que irá subsidiar o traçado do perfil dessa população (Foto: Prefeitura de Campo Grande)

 

Texto: Guilherme Henri

A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul teve papel central na realização de mais uma etapa estratégica para a construção do Censo da População em Situação de Rua da Capital.

No final de dezembro, foi aplicado um questionário teste, que irá subsidiar o traçado do perfil dessa população e contribuir para a formulação de políticas públicas mais efetivas e alinhadas à realidade social.

Conforme a coordenadora do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh), defensora pública Thaisa Raquel Medeiros de Albuquerque Defante, a iniciativa representa um avanço importante no trabalho desenvolvido pelo grupo interinstitucional responsável pelo estudo.

“Essa é mais uma etapa fundamental do grupo de trabalho, que inicialmente realizou a contagem da população em situação de rua e agora se debruça sobre a identificação do perfil dessas pessoas. O objetivo é qualificar as informações para que as políticas públicas sejam mais efetivas. O questionário é fruto de um estudo coletivo, com contribuição da Defensoria Pública, e permitirá identificar perfis que serão aprofundados entre os meses de fevereiro e março”, explicou a coordenadora.

Segundo Thaisa Defante, este primeiro momento também teve caráter avaliativo.

“Foi uma fase importante para entender como o instrumento é aplicado, como é recebido pela população em situação de rua e quais são as dificuldades enfrentadas pelas equipes. A Defensoria Pública coordena esse grupo de trabalho e também contribui na elaboração do relatório final, que vai orientar os próximos passos”, completou.

Teste piloto

A aplicação do questionário teste foi realizada pela Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS), e integra os estudos preparatórios do Censo da População em Situação de Rua, previsto para ser executado no início do próximo ano.

A etapa experimental ocorreu em unidades estratégicas e em áreas com maior concentração desse público, funcionando como um termômetro para a pesquisa oficial.

O Comitê responsável pela avaliação é composto por representantes da SAS, Planurb, SDHU, SEAS, Governo do Estado, Defensoria Pública de MS, além de instituições como o Ministério Público, IBGE e a Organização da Sociedade Civil Águia Morena, que atuam diretamente com a população em situação de rua.

Questionário

O formulário teste contou com 30 perguntas e abordou temas como tempo de permanência nas ruas, vínculos familiares, condições de saúde e histórico de violência.

As entrevistas foram realizadas no Centro POP, na Praça Aquidauana, durante ações do Consultório de Rua da Sesau, na iniciativa Ceia dos Invisíveis, na Uaifa, em comunidades terapêuticas, na Casa de Passagem Resgate e nas instituições de acolhimento cofinanciadas Santa Clara e São Francisco.

O questionário foi aplicado por meio de um aplicativo desenvolvido pela Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), exclusivamente para esta fase piloto do Censo.

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Coordenadora do Nudedh, defensora pública Thaisa Raquel Defante (Foto: Vitor Ilis)

 

Defensoria Pública-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul

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